Rogério Christofoletti
Professor do Departamento de Jornalismo da UFSC e pesquisador do objETHOS

A edição de ontem, 12, do Jornal Nacional não poupou palavras para nominar o réu confesso do assassinato de seis jovens em Luziânia, em Goiás. Tanto Fátima Bernardes quanto William Bonner se referiram ao pedreiro Adimar da Silva como “monstro”. Na reportagem, uma outra fonte qualificou o acusado como “monstro”. O acusado é nominado ainda como “psicopata” e “assassino”.

É claro que os crimes foram brutais, injustificados, terríveis. Indignam a todos. Mas nem Bonner nem Fátima deram qualificativos para o juiz que assinou a ordem de soltura do assassino serial. Nem deram adjetivos para os psicólogos ou psiquiatras que assinaram os laudos que sustentaram a decisão judicial.

Em crimes tão terríveis quanto esses, o irônico é que os inominados são os responsáveis pela libertação do réu confesso. Inominável!

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