Paradas obrigatórias para quem pensa e se interessa por jornalismo e ética:

  • Precisamos de um código de ética para a realidade aumentada? Katherine Cross argumenta que sim, e cita o fenômeno Pokémon GO como pontapé inicial de um futuro permeado por essa nova tecnologia. Segundo a socióloga, interações e mercadorias virtuais tendem a ser vistas como menos reais, embora impactem diretamente o mundo físico. A questão é: quem será responsável por possíveis danos que incidem em usuários? Para Cross, as grandes empresas que desenvolvem experiências em realidade aumentada – como a Niantic, de Pokémon GO – ainda carecem de padrões éticos mais transparentes: bit.ly/2bjqQ2G
  • Aproveite e confira um guia produzido pelo Instituto de Tecnologia do Rio de Janeiro (ITS Rio) sobre Pokémon GO e direitos digitais. O documento toca em questões como privacidade, neutralidade de rede e captura de dados: bit.ly/2bpWEFo
  • O iMedia Ethics compilou casos de falhas éticas na cobertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Um dos exemplos citados é o artigo do repórter Nico Hines, do Daily Beast, sobre atletas homossexuais que não assumem publicamente sua orientação sexual. Após uma série de críticas, o jornalista foi retirado da cobertura dos Jogos: bit.ly/2bFAHSg
  • Ainda sobre as Olimpíadas, a Columbia Journalism Review analisa o trabalho da imprensa internacional no megaevento. Com todos os olhares voltados para o Rio, a autora Sarah Robbins questiona como produzir narrativas jornalísticas globais de qualidade, sem estereotipar ou simplificar a complexidade do país que hospeda os Jogos: bit.ly/2bx5P34
  • A NPR, rede de rádio pública norte-americana, retirou a seção de comentários em seu site, restringindo interações com leitores às redes sociais. A decisão foi feita porque os comentários não representariam a audiência da NPR – 83% eram escritos por homens, com maioria enviada de computadores desktop; enquanto isso, boa parte dos ouvintes acessam a rádio por celular: bit.ly/2b2UsOA
  • “Algumas vitórias não merecem medalhas” é o nome da campanha liderada pela ONG Repórteres Sem Fronteiras para chamar atenção sobre o alto número de jornalistas assassinados no Brasil, o segundo maior caso na América Latina. Desde os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, pelo menos 22 jornalistas foram mortos por motivos associados à sua profissão. Os crimes, em geral, ocorrem em cidades de pequeno e médio porte, e envolvem corrupções locais: bit.ly/2azPsSk
  • Após perder a visão de um olho, Sérgio Silva teve seu pedido de indenização negado pela Justiça de São Paulo. O fotógrafo ficou conhecido em 2013, quando levou um tiro de borracha de um policial durante a cobertura de protestos de rua: bit.ly/2b4G9MQ
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