Paradas obrigatórias para quem pensa e se interessa por ética e jornalismo:

Manchete: “Sem indulto para Edward Snowden”. Foto: Reprodução
Manchete: “Sem indulto para Edward Snowden”. Foto: Reprodução
  • Após a repercussão do movimento Pardon Edward Snowden (pardonsnowden.org), que pede o indulto do ativista, o jornal Washington Post posicionou-se contra a campanha. No The Intercept, Glenn Greenwald destaca o cinismo do veículo, que ganhou um prêmio Pulitzer por uma reportagem que utiliza informações vazadas por Snowden: bit.ly/2cZxU7V. Um texto do The Guardian também repudiou a postura do jornal: bit.ly/2cSLJA6. Por fim, no próprio Washington Post, a colunista Margaret Sullivan não deixou de criticar o veículo: wapo.st/2cA6elb.
  • O jornal O Diário do Iguaçu, de Chapecó, terá que ceder um espaço quinzenal à comunidade indígena pelos próximos cinco anos, após perderem um processo por danos morais. A ação foi movida pela comunidade Kaingang da Terra Indígena Toldo Chimbangue depois que o veículo publicou reportagens racistas e que incitavam o ódio. O Diário do Iguaçu também pagará cursos de graduação e pós-graduação para os indígenas. Leia mais: bit.ly/2d3PwhG.
  • Quais são as fronteiras éticas que permeiam o uso de tecnologias de realidade virtual no jornalismo? Uma das questões proeminentes é a invasão da privacidade – como, por exemplo, a utilização de imagens de famílias atingidas em desastres naturais. O Center For Digital Ethics & Policy defende a criação de parâmetros éticos nessas reportagens: bit.ly/2dlj9sC.
  • A ONG Think Olga lançou um guia que orienta jornalistas a cobrirem temas sobre pessoas com deficiência. Trata-se da segunda parte do “Minimanual do jornalismo humanizado”. Acesse: bit.ly/2d89ysI.
  • Recentemente, algoritmos do Facebook excluíram a foto vencedora do Pulitzer que mostra uma criança fugindo de bombas napalm na Guerra do Vietnã. O motivo teria sido a imagem de uma menina nua, o que violaria direitos de proteção a menores. A pesquisadora Kate Crawford escreve sobre o assunto e discute o impacto de sistemas geridos por inteligência artificial: bit.ly/2deGsbj.
  • Nossa moralidade pode mudar de acordo com a língua que adotamos? Uma matéria da Scientific American aborda pesquisas feitas por psicólogos sobre como respondemos a dilemas morais quando os consideramos em idiomas não-nativos: bit.ly/2cesX8F.
  • Clases de Periodismo indica dez manuais para jornalistas que cobrem zonas de perigo. Inclui guias sobre segurança, apoio emocional aos profissionais e dicas de cobertura (em espanhol): bit.ly/2cniojT.
  • O acesso a mais informação implica uma melhoria na qualidade no consumo das notícias? Um estudo publicado no Columbia Journalism Review indica que a fragmentação extrema da informação pode acarretar debates polarizados. O texto é assinado por Ricardo Gandour e traz exemplos a partir do contexto brasileiro: bit.ly/2d4fAdF.
  • A extinção dos comentários no site da rádio NPR abriu uma discussão sobre o quão válido é mantê-los. Um texto da jornalista Clothilde Goujard defende a permanência da seção, argumentando que se trata de uma forma de engajamento com leitores: bit.ly/2cpq5mi.
  • A perda de credibilidade na imprensa norte-americana é analisada por Mathew Ingram, que sinaliza algumas causas para o problema: for.tn/2d34EMT.