Paradas obrigatórias para quem pensa e se interessa por ética e jornalismo:

  • Casos de violência contra jornalistas brasileiros cresceram 17,52% em relação ao ano passado, segundo o relatório anual produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas e lançado ontem. Em parte, o aumento se dá pelo próprio crescimento das denúncias por parte dos profissionais. Outro fenômeno interligado é a cobertura de manifestações políticas, onde ocorrem agressões que partem tanto de manifestantes como de policiais. O relatório ainda contempla situações de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais, censura, atentados e prisões, totalizando 161 casos de violência contra jornalistas: bit.ly/2jonMVf
  • “Ethics in the News”, relatório recém-lançado pela Ethical Journalism Network (EJN), explora os desafios contemporâneos da ética jornalística. Em 15 textos, aborda casos recentes como a investigação Panamá Papers, Trump e a pós-verdade, a questão ética na divulgação de imagens de refugiados, e a relação entre jornalistas e fontes que vazam informações confidenciais. Temas locais também são discutidos, incluindo a falta de liberdade de expressão na Turquia e o crescimento dos discursos de ódio em países asiáticos. Acesse: bit.ly/2jALTng
  • Na terça-feira (10), Buzzfeed publicou um dossiê sobre o suposto envolvimento de Donald Trump com a Rússia. O conteúdo do documento foi divulgado mesmo que a sua veracidade não pudesse ser comprovada, o que gerou debate entre analistas de mídia sobre a postura ética do Buzzfeed. Opera Mundi trouxe um resumo do acontecimento, a opinião de alguns jornalistas e a justificativa do editor Ben Smith: “americanos podem tomar suas próprias decisões sobre as alegações contra o presidente”: bit.ly/2jcd3A2. Andrew Seaman, presidente do Comitê de Ética da Society of Professional Journalists, criticou a decisão do site – “mais do que nunca, jornalistas e redações precisam dizer ao público o que é e o que não é uma informação precisa”: bit.ly/2ilbuv3. Já Vanessa Gezari, editora do CJR (Columbia Journalism Review), elogiou a atuação do Buzzfeed e questionou por que os e-mails vazados pelo Wikileaks contra Hillary Clinton foram publicados sem maior apuração: bit.ly/2iHuu8k
  • The Intercept Brasil traduziu uma matéria do jornalista Joshua Kopstein sobre a vigilância digital em dispositivos de realidade virtual. Movimentos registrados nos sensores de RV se transformam em dados de vigilância física, informa a reportagem, e podem ser disponibilizados para anunciantes ou mesmo órgãos do governo, devido à falta de leis específicas para essa tecnologia. Kopstein cita relatórios que já trazem estudos de empresas sobre o comportamento de usuários a partir do rastreamento de gestos e posturas corporais. Outros experimentos também sinalizam as possíveis influências que a RV pode causar em quem a utiliza: bit.ly/2jeq3pp
  • Uma revisão nas leis de privacidade proposta pela Comissão Europeia pode tornar mais difícil o rastreamento de dados em plataformas como Whatsapp, Facebook e Gmail. A nova legislação busca reforçar o direito à privacidade e impede que serviços de mensagem realizem gravações de conversas confidenciais sem o consentimento explícito do usuário: bit.ly/2ifmnDO
  • A partir desta sexta-feira, The Washington Post inaugura uma newsletter com curadoria de comentários dos seus leitores. “Read these comments” destaca as conversas nas seções e aponta as contribuições mais valiosas dos usuários, seja pelo seu alto número de curtidas ou por ter gerado discussões: bit.ly/2jAz3RQ
  • Leia também uma pesquisa recente conduzida pelo Engaging News Project, vinculado à Universidade do Texas, com mais de 12 mil comentaristas em 20 sites de notícia nos Estados Unidos. O estudo identificou algumas preferências dos leitores: 58% dos participantes desejam que jornalistas contribuam ativamente com a seção de comentários, enquanto que 42% gostariam que comentários populares fossem destacados pelos profissionais. Um terço apoia que jornalistas direcionem as conversas; a mesma porcentagem também é a favor de comentários anônimos. Acesse os dados completos do relatório: bit.ly/2jc3dh7
  • “A comunicação pública em questão: crise na EBC”, organizado por Ruy Sardinha Lopes, é a segunda edição da série SOCICOM Debate, publicada pela Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. O e-book traz contribuições de autores como Martín Becerra, Eugênio Bucci e Ivonete Lopes, entre outros, a partir de sete artigos que debatem o desmonte da EBC no atual governo. Baixe: bit.ly/2j3gsPc
  • No dia 31 de março, Margareth Sullivan fará uma conferência sobre desinformação, descrença do público e notícias falsas na Escola de Jornalismo da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA). Atualmente, Sullivan exerce o cargo de colunista de mídia no jornal The Washington Post. Mais informações: bit.ly/2jlOu0C
  • O Instituto Reuters divulgou seu relatório com previsões e tendências sobre jornalismo, mídia e tecnologia em 2017. Nesta edição, há um destaque para o medo em relação às mudanças tecnológicas que impactam a qualidade de informação. Dos 143 entrevistados pelo Instituto, entre editores, CEOs e líderanças digitais, 70% se disseram preocupados com a distribuição de notícias falsas em redes sociais, enquanto que 46% mostraram maior receio em relação a essas plataformas do que no ano anterior. O estudo ainda aborda outras temáticas: credibilidade da mídia, bots na produção de notícias, futuro da televisão, algoritmos e inteligência artificial: bit.ly/2j6RQaE
  • Pelo menos 11 veículos de comunicação brasileiros fecharam ou não circulam mais em versão impressa. No levantamento realizado pelo portal Comunique-se, foram identificadas duas rádios, uma emissora televisiva, um site de notícias e sete jornais impressos que migraram para o digital ou fecharam em definitivo suas atividades. Confira o balanço: bit.ly/2idmdvC
  • O documentário “No meio: os silêncios do jornalismo colombiano” foi disponibilizado ao público pela Fundação para a Liberdade de Imprensa, após ter sido exibido em festivais de cinema. No registro audiovisual, problemas de liberdade de imprensa na Colômbia são apontados a partir de temas como autocensura, violência contra os profissionais, impunidade e pressões políticas: bit.ly/2jadNG5
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