Paradas obrigatórias para quem pensa e se interessa por ética e jornalismo:

Mevlüt Altıntas após assassinar embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, em uma galeria de arte em 19/12/2016. Foto do Ano do World Press Photo 2017. Crédito: Burhan Özbilici
Foto do Ano do World Press Photo 2017
  • A imagem que ilustrou o assassinato do embaixador russo Andrei Karlov, ao final de 2016, em uma galeria de artes na Turquia, foi eleita a foto do ano pelo World Press Photo. No entanto, para alguns críticos – inclusive o presidente do júri -, a publicação da fotografia é moralmente questionável, por supostamente fazer propaganda do terrorismo. Outros profissionais, como a jornalista Dorrit Harazim e o fotógrafo de guerra André Liohn, defendem que a sua circulação teria o efeito de desqualificar a ação terrorista. Leia uma reportagem de Suzana Velasco, publicada na revista Zum, sobre a complexidade desse dilema ético: bit.ly/2mpqXg3.
  • Na terça-feira (21), a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 747/2016, que segue agora para o Senado. A MP altera alguns dos processos de concessão das rádios e TVs brasileiras, abrindo a possibilidade de regularizar permissões que já estavam vencidas. Outra modificação foi a retirada de um trecho do projeto que estabelecia como regra para a renovação das concessões o cumprimento de “obrigações legais e contratuais, mantido a mesma idoneidade técnica, financeira e moral, e atendido o interesse público”. Além das críticas às alterações, uma parcela dos deputados também questionou a pressa para aprovar a MP, sem maiores discussões sobre o tema: bit.ly/2laIYhX.
  • A cobertura sobre a crise de segurança pública no Espírito Santo foi marcada por inúmeros boatos e informações desencontradas. Para o coletivo Intervozes, a dificuldade no processo de apuração desse caso não ocorreu por coincidência: ela estaria relacionada à estreita ligação do governo capixaba com a imprensa local: bit.ly/2kKeuTe.
  • Confira uma entrevista com Gabriela Rondon, pesquisadora e consultora jurídica da ONG Anis, sobre a importância do direito à informação para o acesso aos demais direitos das mulheres: bit.ly/2laMBEC.
  • Apoie a edição desse ano da CryptoRave, um evento que reúne ativistas de todo o país para discutir privacidade, liberdade na Internet e segurança digital. Conheça mais sobre a história do projeto e auxilie no crowdfunding: bit.ly/1fHuHzt.
  • Emily Bell sugere que uma forma de financiamento para o jornalismo independente seria a doação monetária de grandes empresas tecnológicas. A professora argumenta que o negócio seria rentável para os dois lados, uma vez que plataformas, como o Facebook, têm reconhecido a importância crescente do bom jornalismo na sociedade: bit.ly/2lE7fAf.
  • Baixe o livro “Marco Civil da Internet: construção e aplicação”, de Carlos Affonso Souza e Ronaldo Lemos. Na obra, debate-se o processo de construção da iniciativa, os seus questionamentos enquanto lei federal e os temas que o Marco Civil pode conduzir para uma futura regulação da rede no país: bit.ly/2lrY7hu.
  • Baseado na recente polêmica sobre “fatos alternativos”, o Instituto Reuters realizou uma pesquisa online, aberta para qualquer pessoa, debatendo a seguinte questão: como jornalistas devem cobrir pessoas poderosas que mentem? Alguns pontos de concordância nas respostas incluíram dizer claramente que mentiras são mentiras, além de focar no conteúdo da história, e não na pessoa que a conta. Leia os demais resultados: bit.ly/2mpM6XC.
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