Nos dias 6 e 20 de junho, a equipe do objETHOS realizou o terceiro encontro do projeto de extensão “Educação para a Crítica de Mídia” nas escola Aderbal Ramos da Silva (Estreito) e Dayse Werner Salles (Coqueiros) respectivamente. Nestas rodas de conversas o tema abordado foi a cobertura de política pela mídia jornalística. O fato escolhido para ser avaliado foi a greve dos trabalhadores no serviço público municipal de Florianópolis, que ocorreu entre meados de março e abril de 2018 (e durou 30 dias).

As rodas de conversa foram coordenadas pelo professor Samuel Lima e contaram com o apoio do pesquisador Ricardo Torres (doutorando do POSJOR/UFSC) e das graduandas de jornalismo Isabela Petrini, Sofia Mayer, Luiza Morfim e Carolina Maingué. Os encontros foram iniciados com a exibição de um vídeo produzido pela equipe do projeto que apresentou relatos de especialistas, jornalistas e fontes sobre a tema (cobertura de política).

Os alunos do 3º Ano do ensino médio da escola Aderbal Ramos da Silva citaram aspectos relacionados a greve dos caminhoneiros e as posições políticas dos meios jornalísticos durante a paralisação. Seguindo o objetivo de contribuir para formação de uma percepção crítica dos produtos e informações jornalísticas os debates apresentaram aspectos e características de temáticas que tangenciam a cobertura política como notícias falsas, verificação e checagem de fatos.

Na escola Dayse Werner Salles, os alunos do 2º Ano do ensino médio destacaram o papel da imprensa na formação da opinião das pessoas. No geral, as falas expressaram ceticismo, desconfiança com as notícias divulgadas e, na visão deles avaliando a paralisação dos caminhoneiros, a clara intenção de divulgar informações falsas ou precárias sobre o movimento (as manchetes sobre o fim da mobilização, três vezes, foram lembradas). Uma questão bem relevante foi registrada por um estudante: “qual o critério que eu uso para identificar uma notícia falsa?”.

Nas duas rodas de conversa, se pode observar que os estudantes têm uma clara percepção dos espaços desiguais oferecidos num conflito típico da cobertura de política. No caso específico, o prefeito de Florianópolis e fontes oficiais tiveram 25 vezes mais espaço nos telejornais para falar do que os dirigentes sindicais e trabalhadores em greve.

Assista ao vídeo produzido pela equipe do objETHOS para os encontros:

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