O pesquisador e um dos coordenadores do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) Rogério Christofoletti acaba de lançar “A crise do jornalismo tem solução?” (104 páginas, ed. Estação das Letras e Cores). A obra é o terceiro volume da Coleção Interrogações, dirigida por Lucia Santaella. 
Dividido em cinco capítulos, o livro discute financiamento da indústria e possíveis soluções para o setor. No entanto, Christofoletti afirma que a crise vai além da falência de um modelo de negócios, e contém problemas como perda de credibilidade, afrouxamento ético, e debilidade na governança das organizações de notícia. 


Pela complexidade do fenômeno, o autor tenta enxergar a crise sob vários planos, lançando perguntas incômodas que desafiam as certezas sobre o tema e propondo autocríticas nas redações. “As notícias não têm sido boas para o jornalismo, mas uma indústria como esta não desaparece da noite para o dia. Só nos Estados Unidos, estamos falando de um mercado de 17,3 bilhões de dólares”, afirma Christofoletti. “Tanto lá como no Brasil, temos desertos de notícia, grandes áreas carentes de informação local e que podem ser laboratórios para testarmos soluções para o setor”. Apoiado em dados econômicos e cenários atuais, o livro apresenta exemplos de ruína e riqueza na dinâmica dessa crise.


“A crise do jornalismo tem solução?” foi escrito durante o período de pós-doutorado do autor na Universidad de Sevilla, na Espanha. Este é o 12º livro que Christofoletti escreveu ou organizou. Ele também já publicou mais de 70 artigos em revistas científicas brasileiras e estrangeiras, além de lecionar e pesquisar jornalismo há vinte anos, dez deles como professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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