Dairan Paul
Mestre em Jornalismo pelo POSJOR/UFSC e pesquisador do objETHOS

Em um artigo intitulado “O que está correto/errado na pesquisa em ética jornalística?”, Kenneth Starck critica que, assim como o ideário de objetividade predominou durante muito tempo a pesquisa em jornalismo, o campo da ética também enfrenta dificuldades para avançar nas suas discussões quando fundamenta-se exclusivamente pela descrição e prescrição. Trazer uma fundamentação teórica robusta para seus pressupostos é, talvez, um dos maiores desafios para quem pesquisa ética jornalística. Não é incomum observarmos em discussões, mesmo as acadêmicas, certa utilização de aspectos normativos do jornalismo como fins em si mesmos. Ou seja: aquilo que poderia ser o ponto de partida para um debate mais abrangente, e que desafie os próprios pressupostos das normas, acaba solapado pelo dever-ser. Obviamente, trato aqui do dever-ser que não está fundamentado teoricamente, mas que serve como ponto final para encerrar uma discussão. Logo, é relativamente simples adjetivar que “devemos” alcançar um jornalismo “humanizador”, “emancipador” ou “problematizador”, para usar alguns dos termos mais comuns. Discutir o que significa humanizar, emancipar ou problematizar, por sua vez, é tarefa das mais ingratas – porque difícil, de fato, se feita seriamente e com critérios bem justificados.

Neste sentido, é relativamente simples afirmar que, ao jornalismo, cabe escutar o próximo. O comentário que escrevo a seguir tem caráter eminentemente normativo: defendo que é preciso discutir o que chamo de “ética da escuta” nas práticas jornalísticas. Inicialmente, trago um esboço sobre as particularidades dessa ética; a seguir, discuto o que não significa uma escuta propriamente dita; por fim, retomo o conceito e ilustro com alguns exemplos breves. Neste percurso, tratarei de temas como participação das audiências, mediação e alteridade nas narrativas jornalísticas.

Cabe ressaltar que, a rigor, ouvir sempre fez parte do jornalismo. Profissionais escutam fontes a todo momento. Captam suas falas mais importantes, utilizam em matérias. De igual modo, com maior ênfase nos últimos anos, empresas abrem espaço em seus veículos para que seu público não apenas opine, mas produza material de cunho jornalístico. Uma “escuta” aos leitores também parece existir nas sugestões de pautas, o que permitiria a essa audiência adentrar o universo do jornalismo.

Penso que essas constatações não deixam de ser verdadeiras, mas parecem apressadas. A abertura ao público existe, mas tem pouco ou quase nada de semelhante com o que chamarei de “ética da escuta”. Este é um conceito trabalhado há algum tempo pela dupla de pesquisadores Stephen Ward e Herman Wasserman (2015). Ambos a entendem como uma expansão do direito à comunicação, o que também incorporaria o “direito de ser compreendido”.

Em certa medida, a ética da escuta contrapõe-se ao papel clássico do jornalismo como vigilante dos poderes. Nesta acepção, explicam os autores, a mídia é entendida como representante dos interesses do público. Com pressupostos liberais e democráticos, ela seria um “mercado de ideias” onde vozes circulam livremente, com o objetivo de alcançar certo consenso.

Uma abordagem baseada na escuta, por outro lado, reconhece desigualdades sociais, conflitos históricos, culturais e econômicos, e a disparidade no acesso ao debate “público” promovido pela mídia. Logo, ela infere que nem todas as vozes são ouvidas, afinal. A ética da escuta, enquanto prática democrática, seria a capacidade de desenvolver uma “imaginação moral” para se colocar no lugar do outro. Incluir diferentes vozes no debate, portanto, é um de seus pressupostos. Mas apenas a inclusão não é suficiente: é preciso que elas também sejam ouvidas, que circulem. “Voz”, vale ressaltar, é a ideia de que a dignidade humana é respeitada quando pessoas têm a oportunidade de expressar suas experiências de vida através da narrativa (WARD & WASSERMAN, 2015).

Voltarei às ideias de Ward e Wasserman adiante. A seguir, discuto o que não entendo por ética da escuta, a saber, algumas tentativas de inclusão do “outro” nas práticas jornalísticas.

Não há escuta sem mediação

Pode-se argumentar que uma maior abertura às audiências efetivaria a ética da escuta. Faço referência, aqui, a inúmeros termos como jornalismo cidadão, jornalismo participativo e conteúdo gerado pelo usuário, que dão conta de nomear as práticas de colaboração entre profissionais e não-profissionais (não estou me referindo, portanto, às iniciativas próprias de não-jornalistas). Tais espaços normalmente ocorrem em editorias separadas e específicas – o “cidadão-repórter” – ou, simplesmente, em colaboração de material como fotos e vídeos para matérias cotidianas. Pode-se também considerar essa “abertura” em fóruns ou espaço de comentários para sugestão de pautas.

Do ponto de vista acadêmico, essa suposta abertura é questionável. A pesquisadora norte-americana Karin Wahl-Jorgensen chega a afirmar que jornais realizam uma cooptação do conteúdo produzido pelo público, além de segregá-lo em editorias específicas, distintas daquelas produzidas pelos profissionais. Para Miroljub Radojkovic, professor da Universidade de Belgrado, na Sérvia, o termo “conteúdo gerado pelo usuário” sugere uma postura cínica dos veículos, que relegariam as responsabilidades legais e éticas apenas aos cidadãos. Sylvia Moretzsohn (2014, p. 263), pesquisadora aqui do objETHOS, ainda lembra que essa apropriação representa uma forma de obter matéria-prima “a partir de uma mão de obra informal, que ao mesmo tempo se comove com a súbita valorização e retribui com sua audiência fiel”.

O último ponto, levantado por Moretzsohn, me parece fundamental para entendermos por que estes casos não se configuram como uma ética da escuta: a promessa de inclusão/interatividade com a audiência que não se concretiza. De forma geral, e correndo o risco de soar até mesmo raso, suponho que muitas destas iniciativas não passam de estratégias discursivas dos próprios veículos para “incluir” – até certo ponto – o leitor e criar/reforçar algum vínculo. Algumas pesquisas corroboram essa hipótese.

Beatriz Becker, professora da UFRJ, analisou um conjunto de matérias veiculadas no quadro Parceiro do RJ, do telejornal RJTV 1ª edição, em que jovens moradores de diferentes comunidades do Rio de Janeiro atuam como repórteres. Embora considere que há, em alguma medida, resquícios inovadores no projeto, a pesquisadora conclui que a abertura para participação da audiência não é garantia de uma prática jornalística democrática, uma vez que “o outro tende a se tornar o mesmo na retórica da mídia, na qual seus discursos são naturalizados” (BECKER, 2012, p. 87).

Desse modo, as representações encontradas no corpus de análise superdimensionam histórias de vida dos moradores, o que, por vezes, ignora maiores contextualizações sobre fatos. Daí, também, o “favor” prestado por RJTV ao “dar voz” para o repórter-amador: conforme Becker (2012, p. 83), as matérias do quadro acabam “atribuindo à população uma fragilidade de enunciação e de exercício da cidadania capaz de ser solucionada apenas pela intervenção da TV como um poder suprainstitucional e de inquestionável credibilidade”.

É possível supor que em mídias que se convenciona chamar de “alternativas”, a ética da escuta se faria mais presente do que nos veículos tradicionais. Muitos destes meios, aliás, carregam como lema a ideia do “voice to the voiceless”, ou seja, dar voz aos que não têm voz. Mas, como vimos anteriormente, este pressuposto é insuficiente para uma efetiva escuta do outro. Em uma análise de caso do veículo carioca Voz das Comunidades, formado tanto por profissionais como por não-jornalistas, o pesquisador Igor Waltz (2017) faz um mapeamento dos sentidos no discurso da imprensa comunitária, comparando-a com G1. Suas conclusões inferem que há um esforço maior do primeiro meio de comunicação em interligar diferentes fatos – mortes de moradores e policiais, por exemplo – por meio de recursos gráficos e textuais. No entanto, Waltz (2017) percebe um resultado semelhante ao de Becker (2012): a superexposição do indivíduo, que relata seus problemas cotidianos, por meio de uma linguagem que apela para a emoção. Ignora-se, novamente, uma oportunidade para maior contextualização de problemas socioeconômicos, por exemplo. Logo, Waltz (2017, p. 228) conclui que “este discurso, ainda que procure dar a palavra a tais famílias em condições desfavoráveis, que de outra forma não seria concedida, ainda não lhes confere autonomia discursiva”.

A “turnê da escuta”: Huffpost deslocou repórteres para 25 estados norte-americanos com o objetivo de ouvir seus leitores.

Nos termos que trabalhamos até agora, estamos falando de um superdimensionamento da voz do outro – como se ela, por si só, bastasse. A excessiva “singularização” de um fato rescalda no sensacionalismo (GENRO FILHO, 2012), pois dilui sua dimensão particular e universal. Daí que centrar uma prática jornalística apenas na promoção de vozes marginais não significa promover, necessariamente, uma ética da escuta. Aliás, tampouco a multiplicidade de vozes garante maior pluralidade. Estudos de Análise do Discurso preocupam-se com essa questão, observando que diferentes locutores não implicam diferentes enunciadores – ou seja, muitas vozes expressas por muitas fontes de uma mesma matéria podem convergir para um único sentido.

Parece um equívoco, portanto, insistir na ideia de que o jornalismo pode “dar voz” plenamente a determinados grupos sociais. Não apenas porque a voz final sempre será a do próprio narrador-jornalista, como também porque esta retórica parece mais aludir à ideia de que as pessoas falam por si mesmas, ignorando completamente a mediação jornalística. Este pensamento, a meu ver, pode limitar o potencial de diversas iniciativas, especialmente aquelas que se autodenominam “jornalismo alternativo”. Adelmo Genro Filho (2012, p. 129) já tecia uma crítica semelhante, quando faz menção à Mattelart e sua ideia de que se deve “devolver a palavra ao povo”, “uma ideia ingênua que, entre outras coisas, não leva em conta que o ‘povo’ jamais teve acesso ao tipo de palavra que agora se pretende devolver-lhe: os jornais, o rádio, a televisão e os demais meios eletrônicos de comunicação”.

O apagamento na figura do mediador jornalista pode ser, portanto, uma estratégia discursiva de grandes veículos como forma de fazer com que suas audiências se sintam parte do universo jornalístico, ou simplesmente uma ingenuidade, no caso dos meios alternativos. Importa salientar, aqui, que a mediação não se configura como contrária à escuta. Recorro a Paulo Freire (1989, p. 30), que dizia algo semelhante, embora em contexto diverso, fazendo referência a seus alunos: “direito deles de falar a que corresponde o nosso dever de escutá-los. De escutá-los corretamente, com a convicção de quem cumpre um dever e não com a malícia de quem faz um favor para receber muito mais em troca. Mas, como escutar implica falar também, ao dever de escutá-los corresponde o direito que igualmente temos de falar a eles. Escutá-los no sentido acima referido é, no fundo, falar com eles, enquanto simplesmente falar a eles seria uma forma de não ouvi-los”.

Não se trata, portanto, de uma relação de cima para baixo, como sugerem as reportagens do RJTV analisadas por Becker (2012), nas quais a instituição jornalística aparece como um meio “redentor” para as vozes ouvidas. Trata-se, então, de insistir na ideia de uma “escuta” – que, sim, buscará diferentes vozes a serem ouvidas –, tendo como horizonte o potencial da mediação jornalística em correlacionar a singularidade com o particular e o universal de cada fato.

Por que escutar? Quem escutar?

A ética da escuta se assemelha em muitos aspectos à ética feminista do cuidado, à ética das virtudes e ao ubuntu, temas que tratei em texto anterior para o objETHOS. Inclusive na questão do conteúdo: estas correntes dão atenção especial para as vozes marginalizadas e silenciadas, aos grupos socialmente vulneráveis que normalmente não são ouvidos mesmo dentro do jornalismo. Embora, como já discuti, apenas ouvir estas vozes não é condição suficiente para uma verdadeira escuta. Para a pesquisadora Cláudia Lago (2010, p. 174), a ausência de determinados atores sociais (ou vozes, como estamos tratando) em coberturas é fruto da escolha que o jornalismo faz ao tomar “como referência a macroestrutura e as fontes que a ela se relacionam”. Decorre daí a sua dificuldade em conseguir um “olhar de dentro” – a perspectiva antropológica, que a autora traz como contribuição para a prática jornalística, normalmente está orientada para a distância, para o “fora”.

Paradoxalmente, então, o jornalista “deve” se livrar de certas amarras normativas: é preciso “descentrar o olhar constituído, torná-lo permeável a pontos de vista, ângulos, vivências, à possibilidade de ser afetado pelo Outro, em vez de tentar percebê-lo pelas atuais gramáticas normativas que figuram nos manuais e dentro das redações (salvo raríssimas exceções)” (LAGO, 2010, p. 175). Estamos falando, afinal, de um exercício constante de alteridade que atravessa (ou deveria atravessar) a prática jornalística, podendo ser estimulado desde a formação universitária (VEIGA, 2017).

Se buscarmos a raiz da alteridade em estudos da fenomenologia, como bem fazem as pesquisadoras Camila de Freitas e Marcia Benetti (2017), acabamos novamente discutindo a questão da mediação jornalística e o porquê de não apenas “dar voz aos sem voz”. Como discutem as autoras, o encontro com o outro normalmente causa estranhamento, especialmente aos olhos ocidentais. Narrar o diferente é um desafio para o jornalismo, não apenas por conta de sua “gramática normativa”, mas também pelas expectativas do próprio profissional em encaixar as diferenças do sujeito nas semelhanças que fazem parte de seu próprio repertório. Mas, se um dos pressupostos do jornalismo é compreendê-lo como modo de conhecimento, “isso implica provocar o leitor a não reduzir o mundo apenas ao seu próprio universo de experiências” (FREITAS; BENETTI, 2017, p. 13). Daí a importância de visibilizar as vozes. No entanto, para além de suas meras manifestações, “quando se fala de alteridade nessas condições, se exige do jornalista a compreensão da complexa sociedade na qual ele se insere, a qual observa e descreve narrativamente”. É preciso escutar, mas é preciso também falar – não necessariamente para o outro, mas com o outro.

Não parece ser à toa, portanto, que a experiente jornalista Eliane Brum reforce a questão da escuta quando diz que “bons repórteres são bons escutadores da realidade”, embora saliente que “todo mundo quer falar, mas ninguém quer escutar”. Em palestra recente realizada na Universidade do Estado do Amazonas, Brum parece discutir essa temática quase como uma questão de ética profissional do sujeito. “Sem o instrumento da escuta”, diz, “sem despir-se de si, não seria possível escutar um pedófilo de criança, por exemplo. E a gente precisa escutar, não para absolver ou condenar porque jornalista não é juiz, embora alguns pensem que são”.

Uma entrevista recente com Paula Miraglia, cofundadora e diretora-geral do jornal Nexo, também chamou minha atenção justamente pelo destaque que a profissional deu para a escuta ao leitor. Recentemente premiado pela Online News Association na categoria de excelência geral em jornalismo online, Nexo está consolidando um modelo de jornalismo explicativo (o uso do “como” nos títulos de suas matérias é corriqueiro, por exemplo). Miraglia sublinha que a missão do veículo é o debate, remontando à perspectiva clássica do “mercado de ideias” do jornalismo. Para além disso, no entanto, a jornalista reforça “a ideia de escutar, considerar o interlocutor legítimo. (…) Mais do que dizer se a gente acha que funciona ou não, nosso papel é mostrar como e por quê. É contribuir para o debate trazendo informação de qualidade, evidências”.

Um projeto ambicioso do norte-americano Huffpost leva ao pé da letra a escuta. O veículo finalizou recentemente uma turnê de ônibus por 25 estados para, basicamente, ouvir seus leitores. A “listening tour” levou repórteres a diferentes cidades com o objetivo de escutar suas histórias, medos, anseios e esperanças – questões proeminentes especialmente no contexto dos Estados Unidos, cuja eleição de Trump dividiu o país. Lydya Polgreen, editora-chefe do Huffpost, escreveu que o projeto foi realizado por três motivos: 1) reconstruir a confiança com o leitor e escutar quais assuntos são importantes para ele; 2) superar a polarização política e descobrir alguma unidade nas diferenças entre os cidadãos americanos; 3) relembrar o ofício principal do jornalista: escutar e descobrir boas histórias. As matérias do “Listen to America” já circulam pelo site do Huffpost, em seção especial.

Obviamente, a “turnê” do veículo acarreta um investimento extraordinário em dinheiro que poucos jornais atualmente podem se dar ao luxo de gastar. Mas não é preciso ir tão longe. Para além deste exemplo, poderíamos ilustrar a ética da escuta com uma reportagem recente, de fôlego, escrita pelo jornalista Chico Felitti e publicada no Buzzfeed Brasil. Trata-se da história de Fofão, conhecido morador da Rua Augusta, em São Paulo. Com uma apuração que durou meses, a matéria não apenas revela um perfil humano sensível como também toca em diversas questões de injustiças sociais, e tende a render ainda mais reportagens. O surpreendente é que o texto – longo, para os padrões da internet – prendeu os leitores e fez enorme sucesso quando publicado, há pouco mais de uma semana – há mais de mil compartilhamentos no post original da matéria. Para além do mérito técnico do jornalista ao narrar uma história difícil em linguagem atraente, me parece que há uma conexão direta entre a história de vida do personagem – instigante, surpreendente e singular – com valores morais caros à própria humanidade – a revolta frente às injustiças, a compaixão, a empatia pelo desconhecido. Sendo assim, por que não ouvir mais?

É claro que, do mesmo modo como o exemplo da “turnê da escuta”, a reportagem de Fofão também se configura como exceção pelo seu tempo extraordinário de apuração. Não me parece, contudo, que ela anule as possibilidades de uma escuta no jornalismo diário, hard news, pois o seu mérito reside antes em uma postura ética do repórter do que nas suas condições de produção. Tanto o material oriundo da listening tour do Huffpost, como a matéria de Chico Felitti partem de histórias singulares para questões particulares e universais. Não é apenas a voz por si só, mas uma escuta que reverbera em problemas complexos do mundo.

Sim, é preciso ter em vista os problemas estruturais do jornalismo e seus constrangimentos. No entanto, concordo com Cláudia Lago (2010, p. 175) quando a pesquisadora assume as limitações impostas pelas condições das rotinas de produção, mas afirma que a impossibilidade de escutar o outro também decorre “do compartilhar de valores específicos internos ao campo que excluem o diferente, circunscrevem-no e não o percebem plenamente”. É preciso, então, apostar em uma formação acadêmica que desvele o olhar eurocentrista e as predisposições do habitus de classe do profissional, normalmente oriundas das camadas médias e altas da população. É preciso escutar e saber mediar.

Referências 

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FREITAS, Camila de; BENETTI, Marcia. Alteridade, outridade e jornalismo: do fenômeno à narração do modo de existência. Brazilian Journalism Review, v. 13, n. 2, 2017.

GENRO FILHO, Adelmo. O segredo da pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo. Série Jornalismo a Rigor, v. 6. Florianópolis: Insular, 2012.

LAGO, Cláudia. Ensinamentos antropológicos: a possibilidade de apreensão do Outro no Jornalismo. Brazilian Journalism Research, v. 6, n. 1, 2010.

MORETZSOHN, Sylvia. O ‘jornalismo cidadão’ e o mito da tecnologia redentora. Brazilian Journalism Research, v. 10, p. 248-271, 2014.

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WARD, Stephen; WASSERMAN, Herman. Open ethics: towards a global media ethics of listening. Journalism Studies, 16:6, 2015.

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